Matéria sobre a liberação do uso da creatina pela ANVISA

Matéria com entrevista que concedi ao Jornal Correio Braziliense sobre a liberação do uso da creatina pela ANVISA.

Cuidado com o uso da creatina como suplemento alimentar

26/05/2010

Fonte: Correio Braziliense

Anvisa aprova substância, mas recomenda uso para atletas de alto rendimento
Desde que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou a distribuição da creatina como suplemento alimentar para atletas profissionais, em 26 de abril, não se fala em outra coisa nas rodinhas de conversa nas academias. A substância melhora o desempenho muscular e auxilia em esportes de curta duração e alto impacto, como corridas de curta distância.

Embora a autorização da creatina como suplemento alimentar esportivo seja pedida há muito tempo, só agora a Anvisa reconheceu que o produto é seguro para consumo. A agência reguladora ressaltou que o uso é restrito a atletas de alta performance – aqueles que praticam atividade física visando somente a promoção da saúde não devem consumi-la.

A creatina fosfato é produzida naturalmente pelo organismo a partir da ingestão de carne e tem a função de fornecer a energia que os músculos precisam. Segundo o NUTRICIONISTA esportivo e funcional Renato França, o corpo sempre tem uma reserva da substância, que é usada como energia rápida quando alguma atividade física é praticada. Ele explica que, após uma série de musculação, por exemplo, as pessoas sentem fadiga.

– É sinal que a reserva de creatina do corpo acabou – diz França. Mas, depois da ALIMENTAÇÃO, de acordo com o especialista, há reposição da substância.

Segundo o NUTRICIONISTA, a creatina como suplemento alimentar é requisitada pelos praticantes de atividades físicas para adiar a fadiga e prolongar os exercícios de curta duração que exigem muita força. Ao garantir um suprimento extra da substância no organismo, o usuário se exercita mais e melhora a performance e amplia a massa muscular.

A venda sem receita médica do produto havia sido suspensa em 2005 sob alegação de que causaria disfunção renal. Essa suspeita, porém, jamais se confirmou, esclarece a NUTRICIONISTA Silvia Mantovani, especialista em fisiologia do exercício e NUTRICIONISTA. De acordo com ela, não há efeito colateral em pessoas saudáveis comprovado cientificamente e qualquer praticante de atividade física estaria apto a usar o complemento. Ela ressalta ainda que a substância é encontrada em carnes e a ingerimos rotineiramente.

Apesar de a Anvisa exigir que as embalagens de suplemento de creatina tenham no rótulo frases de advertência, como “O consumo de creatina acima de 3g ao dia pode ser prejudicial à saúde”, Mantovani afirma que a dose varia de acordo com o peso, e que a média a ser consumida é de 3g a 5g por dia.

Uso responsável

O suplemento esportivo, solúvel em água ou suco, pode ser adquirido em lojas especializadas. O frasco de 100g do produto custa, em média, R$ 50.

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